A soberania de dados tornou-se um imperativo não apenas político, mas técnico. No Brasil, a dependência de infraestruturas localizadas fora do território nacional levanta questões críticas sobre latência e segurança jurídica. Este artigo explora como arquiteturas distribuídas podem mitigar esses riscos.
Realizamos testes de ping e traceroute entre centros de dados em São Paulo (SP) e regiões de nuvem na Virgínia (EUA) e Dublin (IE). Os resultados demonstram a necessidade de processamento em borda (edge computing) para aplicações de missão crítica.
| Região | Rount-Trip Time (ms) | Jitter (ms) | Packet Loss (%) |
|---|---|---|---|
| SP (Local) | 2.4 | 0.1 | 0.00 |
| EUA (Virgínia) | 118.5 | 4.2 | 0.02 |
| Europa (Dublin) | 194.2 | 6.8 | 0.05 |
Propomos um modelo de três camadas: Borda Local, Hub Regional e Núcleo Soberano. Este modelo garante que dados sensíveis nunca deixem o território nacional, enquanto aproveita a escala global para dados não críticos.